BRASIL ÓLEO, FRANÇA COCAÍNA

Enquanto no Brasil o litoral nordestino e agora o sudeste está sendo invadido pelo óleo, produto do petróleo com altas doses de perigo a quem o manuseia sem luvas e sem roupa ou botas de proteção, no litoral francês a coisa é diferente. Ele foi invadido pela farinha boliviana, a conhecida cocaína. Assim como em passados anos no Brasil a costa também foi invadida por latas, todas soltas de um navio australiano que sofreu problemas no nosso litoral. As famosas latas de Marijuana que muitos surfistas, pescadores, fumantes ou não desfrutaram numa época em que o Brasil sofria com a mão de ferro de governos ditatoriais. Se nego fosse pego com uma latinha ou fumando o tal “du bom” pegava cana pesada e ficava viajando no xadrez. Agora no atual milênio, a coisa na costa do Brasil descambou para esse óleo que nossos administradores não conseguem controlar e nem descartar. Milhares de toneladas estão sendo estocadas e mais alguns milhares, ainda circulam nas praias em pleno início de temporada de veraneio.

Bem lá no outro lado do oceano, mais precisamente no litoral frânces a cocaína em pacotes com até quatro quilos andou surgindo na costa sudoeste. Narizes pro alto e a policia de prontidão, já cercou praias e colocou placas proibindo os caretas cidadões franceses de fazer laser e loucuras com a puríssima farinha boliviana. Algumas fontes afirmam que esse pó é de mais 80% puro. Em Lacanau, pico clássico de surf um garotão foi pego com 5kg da farinha. Investigadores franceses estão trabalhando com colaboração de outros países da Europa, para determinar porque as drogas estão sumindo. E como no Brasil, autoridades acham que elas foram descartadas por navio com problemas mecânico. Cerca de mais de 900kg já foram aprendidos em uma área maior de 120Km de litoral. Cidades como as de Bordeaux, Nantes, Lacanau e Biarritz estão com esses pacotes de pó aparecendo nas suas beira-mar e sumindo. Texto by Castro Pereira Fotos Gaiska Iroz/AFP e Divulgação

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *