Ítalo bate Medina em final histórica e é campeão mundial

|Fonte: Terra

O Brasil tem um novo campeão mundial de surfe. Depois de sete dias de adiamento, a etapa de Pipeline voltou a ação nesta sexta-feira e Ítalo Ferreira garantiu o título com vitória sobre Gabriel Medina em uma final histórica.

Pela primeira vez, dois brasileiros chegaram à decisão de Pipe Masters com chances de título. Com uma final de nível altíssimo e de muito equilíbrio, o potiguar se deu melhor e venceu por 15.56 (7.83 + 7.73) a 12.94 (7.77 + 5.17).

Este foi o primeiro título mundial de Ítalo Ferreira, que já chegou a Pipeline como líder do ranking. É a quarta vez em seis anos que um campeão do circuito da WSL é brasileiro. Além de Ítalo, Gabriel Medina (2014 e 2018) e Adriano de Souza, o Mineirinho (2015) já foram campeões.

A corrida dos brasileiros pelo título em Pipeline

O dia começou com o norte-americano Kolohe Andino tendo chances de surpreender os brasileiros e ficar com o título. Ele dependia, entretanto, que Ítalo e Gabriel caíssem ainda nas oitavas, o que não aconteceu.

Foi nesta fase ainda que Medina avançou com estratégia polêmica, mas dentro das regras. Sabendo que não seria ultrapassado por Caio Ibelli mesmo se perdesse sua segunda melhor nota, o tricampeão mundial dropou junto e cometeu a interferência na última onda. Dessa forma, ele avançou com o placar de 4.23 a 1.13.

A partir das quartas de final a disputa ficou aberta entre os surfistas do Brasil. Em uma das melhores baterias da competição, Ítalo encarou Yago Dora e teve forte disputa até as últimas ondas. No fim, melhor para o potiguar, que venceu por 15.66 (6.83 + 8.83) a 13.50 (6.83 + 6.67).

Na sequência, foi a vez de Gabriel Medina voltar pra água, contra o havaiano John John Florence. O mar continuou ajudando, e o brasileiro pegou lindos tubos para somar ótimas notas e vencer a bateria com o placar de 17.63 (9.23 + 8.40) a 12.33 (7.50 + 4.83).

Semis tranquilas e equilíbrio na decisão

A princípio, Ítalo não teria vida fácil para chegar a final, isso porque o brasileiro tinha o experiente Kelly Slater pela frente nas semis. Apesar disso, o potiguar foi para cima e buscou as melhores ondas para somar 14.77 (8.60 + 6.17) contra apenas 2.53 (1.50 + 1.03) do norte-americano.

Do outro lado da chave, Medina foi rápido para emplacar dois tubos que o colocaram em vantagem. O norte-americano Griffin Colapinto conseguiu pegar apenas uma boa onda e não ameaçou. Com isso, o brasileiro classificou-se para final, vencendo a bateria por 13.00 (5.00 + 8.00) a 7.10 (1.10 + 6.00).

Na decisão histórica para o Brasil, Ítalo e Gabriel mantiveram o alto nível. Logo nas primeiras duas ondas, o líder do ranking emplacou boas notas. O paulista respondeu, mas o surfista da Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, mostrou habilidade e venceu por  15.56 (7.83 + 7.73) a 12.94 (7.77 + 5.17).

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *