Rio Grande do Surf Sem “Nescau”

A ausência de transparência das águas do extremo sul do Brasil se deve ao aporte de matéria orgânica por dois grandes agentes naturais: os rios, que desembocam toneladas de sedimento diariamente no mar, e as correntes marítimas. A principal delas é a Corrente das Malvinas, que vem do Sul e traz águas frias e ricas em nutrientes.  Com os altos níveis de matéria orgânica, aliada a fatores como vento e luz, a proliferação de algas diatomáceas (formadas por sílica) da espécie Asterionellopsis glacialis é favorecida, permitindo a formação de grandes manchas marrons na zona de arrebentação.



Os ventos fortes vindos do quadrante sul forçam o movimento da água em direção à praia, gerando ondas de alta energia e uma zona de arrebentação mais larga e desenvolvida. Sob estas condições, altas concentrações dessas algas, que estão depositadas no fundo, acabam sendo suspensas e acumuladas na zona de arrebentação, onde a exposição à intensa luz solar permite que elas se multipliquem, dando assim o aspecto “chocolate” ao mar.

Mas nesta época do ano temos uma trégua nestas condições extremas e com pouco vento e mar mais calmo , águas cristalinas encantam a todos na costa gaúcha. confiram a galeria de fotos feita por Leandro Cunha  Contato: lecunha@terra.com.br ou (51)999816230

 

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