Lendas do Surf Gaúcho

Após os Gaúchos ajudarem a consolidar o surfe em Imbituba nos anos 70s, tivemos duas décadas muito fortes de surfe aqui no RGS produzindo surfistas de alto nível tanto no free surfe como no surfe de competição como Geraldo Ritter, Gordo Coufal e Roberta Borges entre outros! Esta talvez, foi uma das primeiras equipes de surfe do país mostrando a vanguarda que rondava por aqui! A equipe Speed LINE do bairro auxiliadora! Mesmo estando a 120 km da praia mais próxima, legiões de jovens dos anos 80 e 90 iam todos os finais de semana do ano em busca das ondas e acenturas, fosse de busão ou de caranga mesmo! Atualmente os jovens gaúchos não prestigiam muito mais o surfe! Criou-se uma moda que arrebanhou estas duas últimas gerações, os levando em quase que sua totalidade para a noite, pro trago e pra cigarreira…criando o estilo de surfista faschion, se produzem, parecem um surfista mas não são pois qualquer um sabe que pra surfar legal precisa de horas de treino..muitas! Simplesmente os jovens praticantes sumiram do LINE up e é notório os cabeças brancas na água, principalmente qdo a água gela! Daí ocorre, que nosso estado já passa a duas décadas por uma cena sombria, sem competições sérias, sem circuitos sérios e sem renovação! Culpa dos inúmeros especuladores que utilizaram do surfe como “plataforma e alavanca pessoal”, se aproveitando da mídia que o surfe da por ser um desporto jovem e ecologicamente correto!! Nos resta lembrar dos bons tempos de uma galera raçuda, de no mínimo 15 associações de verdade e de uma galera que não se mixava nem frio, nem para o litoral inóspito, nem para as redes de pesca que mataram dezenas de surfistas e nem para a distância do litoral! Como crítico ferrenho dos charlatões e oportunistas a quase 4 décadas, torço para que dias melhores ergam novamente o surfe gaúcho de alma e reduzam o número de pavões e oportunistas baratos!!!!! Principalmente da nova geração que por falta de referência e alma, acabam por denegrir ainda mais este nobre desporto, oriundo dos monarcas da polinésia, denominado Surf!!!!

2 replies on “Lendas do Surf Gaúcho

  • Fábio Vivian

    Putz….a famosa Casa Azul da Eudoro! A gente surfava sem neoprene em pleno Agosto! Moda, era surfar de camiseta com nó nas costas. Capa de prancha, muitas vezes eram sacos de dormir ou cobertores. Lembro da briga incessante com as operadoras de ônibus q insistiam em não levar as pranchas. Hipoglós na fuça pra encarar o sol. SUV era Belina e Brasília. Atolar na praia era parte da curtição. Imbituba parecia que ficava a 900 km daqui. A gente levava um dia pra chegar!
    Estradas? Onde o carro passava a gente se enfiava…
    Quando um amigo comprava um neoprene novo ou prancha nova, todos os amigos iam na casa do cara pra ver. Surf shop tinha identidade! O cheiro era inigualável. Uma mistura de parafina, neoprene, “astrodeck” e prancha nova. A mistura disso tudo, jamais uma perfumaria renomada será capaz de imitar. É nostálgico. Eu sinto até hj e me remeto à década de 70 e 80. No mesmo instante.
    O cheirinho da resina lixada no primeiro conserto do bico!
    Eu nunca me esqueço de uma frase do meu amigo André de Biase quando disse: “Eu queria ter congelado aquele tempo”! E é a mais pura verdade….e tenho plena convicção, de que muitos da minha geração (nossa), compartilham desse mesmo sentimento…
    Saudações a todos que chegaram até este post.

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  • cesar

    Faço parte desta galera que ia todos os findi para praia e treinar de busão ou carro. Eram outros tempos, não tinha internet , celular. Tudo era difícil mas valia a pena pegar ondas apenas com os amigos, bons tempos.

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