O surf do Brasil encerrou sua participação nos jogos olímpicos de Paris com duas medalhas. Uma de Bronze e outra de Prata. As medalhas foram conquistadas na segunda-feira passada (dia 05) na bancada de Teahupoo, com ondas regulares e sem muita expressão na faixa de um metro e meio. A medalha de Bronze veio pelas mãos de Gabriel Medina, que caiu na semi-final frente ao aussie, Jack Robinson. Na final pelo Bronze ele venceu ao peruano Alonso Correa com boa escolha de ondas. Já Robinson, ficou com a prata após ser vencido na final pelo local, maior conhecedor dos caminhos oceânicos de Teahupoo, o surfista Kauli Vast.
Na área das meninas, a gaúcha Tatiane Weston Weeb venceu na semi-final a costariquenha Brisa Hennessy e depois enfrentou a ianque Caroline Marks. Na grande final Tatiane, pegou boas ondas sendo que a sua última onda poderia garantir o campeonato. Fato que não convenceu os juízes. Carol não acreditou quando foi avisada de que tinha ganho a medalha de ouro. A medalha de bronze ficou para a francesa Johanne Defay que disputou com Brisa e venceu.
Texto by Castro Pereira Fotos BeatrizRyder/P.Franco/Insta
O brasuca mais overal e radical do momento, sujeito que honra os passos do pai no surf mundial, hora viajando e hora competindo, Yan Gouveia faturou a terceira etapa do Challenger Series 2024 em Ballito (dia 08) semana que passou. Ele e mais uma armada brasuca deram sangue nas boas ondas que apareceram e Yan fechou a final vencendo por 12.77X11.83 ao ianque Nolan Rapoza. Bons pontos foram confiscados para o ranking dos brasileiros. Entre eles Edgard Groggia, terceiro lugar Samuca, Michael e outras figuras mais subindo nas pontuações.
Na área das meninas, a brasileira Sophia Medina chegou até as semi-finais e a ianque, Bella Kenworthy venceu na final a francesa Vahine Fierro, numa disputa acirrada. Agora as pranchas apontam para a Califórnia, Huntington Beach onde de 03 a 11 de agosto rola o US Open of Surfing.
Texto by Castro Pereira Fotos P.Tostee/WSL
Depois das etapas mais concorridas do tour, primeiro o Tahiti com a vitória do braso Italo Ferreira, numa final alucinante com o hawaiiano João João em seus calcanhares. Ele jura que o tour não o atrai tanto, mas gosta de vencer brasileiro. Na outra o cara, João João teve mais técnica segundo o corpo de jurados. Observadores concluíram que Yago deveria vencer em El Salvador, mas o titulo foi dado ao João.
Agora os caras e as meninas do tour estão em Saquarema, Rio e no sobe e desce do mar da quinta-feira já chegaram até as quartas de finais. E algumas baterias já estão formadas. Os três brasucas que podem estar em Trestles, Califórnia estão nelas somando pontos. Gabriel Medina, Italo Ferreira e Yago Dora, passaram bem nos rounds anteriores e detonaram nas oitavas. Italo venceu ao indonésio Rio Waida, Gabriel venceu ao ianque Cole Hoshman e Yago finalizou ao ianque Crosby Colapinto.
Mar alternando marolas de formação irregular e fortes ventos, fizeram a cena das oitavas na quinta-feira. Agora nas quartas, Yago se encontra de novo com o João João e vamos torcer por uma boa apresentação do brasuca. Prestigie e torça pela brasucada, eles estão ao vivo na rede da NET. Saberemos mais!
Texto by Castro Pereira Fotos Thiago Diz/SmorigoWSL
O garoto volcano Jack Robinson, nascido na área venceu a etapa de Margaret River e deixou sua torcida feliz dia 21 passado. O aussie passou por baterias casca grossas e acabou reeditando o resultado de 2022 quando venceu ao hawaiiano John John na grande final. As ondas balançaram com 2.5 metros no Main Break e Jack abriu o dia nas oitavas vencendo Italo Ferreira por 15.13X11.87 deixando-o em nono lugar. Na sequencia afiou seu surf com Imaikalani Devault, hawaiiano nas quartas e entrou firme nas semi-finais onde derrotou Seth Moniz, também hawaiiano por 14.33X13.70 no resultado. Depois amarradão e focado assistiu a final feminina e se preparou para o tudo ou nada com mais outro hawaiiao, este já conhecido. Robinson abriu a pendenga e João João correu atrás colocando nota sobre nota no Main Break, porem no final da bateria não conseguiu emplacar uma performance mais segura e poderosa. Jack que surfou ondas consistentes e de alta radicalidade e arcos fechou a fatura com 17.27X16.04 de João João. Terceiro encontro esse dos dois e Robinson marcou três vitórias. O garoto da Volcan é candidato ao titulo mundial com certeza. Esse evento marcou o corte para as etapas finais e a gang brasuca sofreu baixas duras. Mas temos o incrível Gabriel Medina, Italo Ferreira, o perseverante e o elástico Yago Dora, lutando firme. Aguardem mais! Agora tem Challengers na terra dos Cangurus.
Texto by Castro Pereira Fotos BeatrisRyder/AaronHughes/WSL
O maior surfista de todos os tempos, o Senhor dos títulos como gosto de chama-lo, anunciou em Margaret River após sua bateria com seu conterrâneo, o Cola Griffin que estava se aposentando do tour da WSL. É o Mr. Robert Kelly Slater comunicou e durante uma pequena entrevista no evento se emocionou, pontuou sobre sua carreira e sua decisão e as novas perspectivas em sua vida. Não senti ele o GOAT, muito animado com essa decisão, mas sei que ele mantem muitas cartas na manga, como de costume. Um sujeito com 52 anos, três décadas no tour, mais de cinquenta vitórias em eventos e dono de onze títulos, largar o osso assim do nada, não é fácil. Mas agora ele junto com a sua companheira Kalani Miller, tem um compromisso em comum, a formação de uma nova família. Um rebento vem aí e como Roberto comentou; é um novo ciclo para ele que se abre.
Nós meros mortais, continuaremos a observar esse sujeito que inspirou a muitos surfers ao redor do planeta com suas proezas e negociatas, fazendo o esporte se disseminar e este estilo de vida ser respeitado e honrado.
Ele também declarou: “tudo chega ao fim e se você não se adaptar, não consegue sobreviver. Eu não me sinto 100% motivado como a maioria dos caras estão. Mas foi uma vida incrível, rica de memórias”. É isso Roberto, continue avante e obrigado por toda inspiração, enviamos grandes vibrações de amor e positividade e saúde para seus próximos anos e sua família.
Texto by Castro Pereira Fotos By WSL/Aaron Hughes/Beatriz Ryder/
Uma dupla de ianques velhos conhecidos de San Clemente fez a final masculina, dia 03 último no bowls de Bells Beach na etapa da WSL australiana. O conhecido Griffin Colapinto que lidera o ranking da associação, realizou um heat morno com seu friend Cole Houshmand, novato que acabou vencendo a pendenga nas marolas de um metro. Colapinto continua com a lycra amarela em Margaret.
Na ala das meninas, após a derrota de nossa Tatiane Weston Weeb, a etapa colocou na final a ianque Caitlin Simmers e a francesa Johanne Defay, que vem imprimindo consistência firme em seu surf e realizando boas provas. Caitlin obteve a chance de vencer na última onda, conseguindo uma bela pontuação o que alguns observadores não concordaram com os juízes. Nessa temporada, alguns heats andam bem irregulares nos julgamentos. Um exemplo além do Gabriel, o heat da ianque Lakey Peterson e Brisa Hennessy, decidido por 0,01 décimo. Bem, temos um head judge brasileiro trabalhando nesta temporada e mais provas vem por ai. Aguardemos mais!
Texto by Castro Pereira Fotos by
O tricampeão mundial de surf Gabriel Medina, que nesta temporada vem surfando com muita consistência dentro das etapas do tour, chegou a Austrália bastante motivado e seguiu firme para Victoria, onde em Bells Beach rolou mais uma etapa do gelado Rip Curl Pro. E durante o desenrolar dos sets de competição, performances de tirar o fôlego e derrotas foram pegando a turma de surpresa. Principalmente entre a brasucada e durante as oitavas Medina sentiu mais uma vez sua impotência frente ao juízes e suas considerações e observações de potencial de ondas. E como sempre seus critérios voláteis e por vezes incompreensíveis.
E num heat matador, Medina já com a vitória na mão nos dois minutos finais, toma uma virada, dita por muitos observadores como infeliz e mal julgada, mal avaliada e com respaldos curiosíssimos. Uma pequena onda, bem alinhada e surfada com técnica precisa pelo ianque Cole Houshmand, porem sem muito a coroar e narrar, vira o resultado tornando-se a maior nota da bateria, tirando o brasileiro da contenda pelo titulo da etapa.
E Gabriel que já é fera criada nas arenas dos oceanos da WSL, observou a onda de seu algoz e depois do resultado, no calor da emoção, se pronunciou forte e corajoso sobre o fato. Deu que só faltou dar no The New York Times, pois até agora está surgindo em tudo que é mídia e rede social do planeta. As palavras de Medina em entrevista na praia, foram traduzidas ao pé da letra para o público português e conferidas pelos estrangeiros na língua imperial do inglês.
Um outro fato que ocorreu sobre os julgamentos foi comentado pela ianque Lakey Peterson que ficou constrangida por sofrer a derrota por 0,01 décimo para a costariquenha Brisa Hennessy. Bateria polemica.
Fala Cole; aquela bateria contra o Medina foi mais um sonho do que ganhar uma competição. Houve entrevistas minhas aos 11anos falando que Gabby é meu surfer favorito, então ter uma bateria assim no mais alto nível e sair por cima é mais uma realização marcante.
Fechando a fatura Medina na entrevista comentou; que foi a bateria de pior julgamento já visto e mais algumas coisas que voce já está sabendo. Então brazilians surfers, danger judges in competition. Vamos para Margaret!
Texto by Castro Pereira Fotos by WSL/Sloane/Hughes
O segundo dia do Bells Beach Pro na Oz foi de novidades nunca vistas ou sentidas, tirando a performance matadora de Samuel Pupo e Tatiane com sua amiga Luana, outras significativas ocorreram em Winkipop. Rolou baterias masculinas e femininas num mar regular, após um primeiro dia clássico. Primeiro fato ocorreu com a campeã aussie, Tyler Wright que após um heat poderoso foi derrotada pela wildcard Ellie Harrisson de 18 aninhos. Outra surpresa foi com a sensação Molly Picklum, líder do ranking que foi derrotada pela novata Sawyer Lindblad e seu backside atack. Outra favorita em Bells, a hawaiiana Bettylou Sakura Johnson foi derrotada pela compatriota Gabriela Bryan, que surfou muito.
Na área dos senhores, o aussie Jack Robinson foi trespassado pelo conterrâneo, Morgan Cibilic (sorriso do Coringa) outro wildcard do evento. E na última disputa do dia em Winkipop, o aussie Ethan Ewing e seu surf matador, quase caem frente a outro wildcard George Pittar. Um matador que finalizou o heat com 12.73 contra 12.93 de Ewing, cuja mãe tem seu nome no hall da fama aussie. É isso, novidades e declarações como a da ianque Lakey Peterson sobre os julgamentos, assombram os contenders em Bells nessa temporada e porradas na prancha do italian boy Fioravante. Aguardemos mais!
Texto by Castro Pereira Fotos WSL/Hughes/Sloane
A etapa mais gelada e esfuziante do surf aussie inicia nesta semana em Torquay, e promete altas performances na pista de sua clássica arena. O tour da WSL chega com seu circo e muitos novatos querendo mostrar serviço, nas ondas da lendária Bells. Os confrontos já estão formados e entre os homens alguns chamam a atenção, devido a atual colocação no ranking estar abaixo do corte e outros pela técnica já demonstrada e constatada. A brasileirada entra com nove atletas e vamos para o tudo ou nada. Sete caras e duas meninas boladas, com muito surf no pé. Entre os destaques muitos novatos e algumas novatas, fazendo o surf subir de produção no Pro Bells Beach 2024.
Vamos aguardar um bom swell e boas ondas na região de Torquay para assistir-mos que bixo vai dar.
Texto by Castro Pereira Fotos WSL/kirstin/
O ianque, Griffin Colapinto supera o aussie, Ethan Ewing que vinha correndo por fora em Supertubos, Peniche, Portugal e vence o Meo Rip Curl. Colapinto também realizou três fortes baterias no dia das finais, sábado passado dia 16. Na semifinal encarou no mano a mano nas ondas de 1,5 metro a Gabriel Medina que vinha bem no evento e seguiu firme para faturar a final. Observadores dizem que Medina foi mal julgado. Na ala das meninas a brasileira Tatiane Weston Weeb também caiu na semi-final com a aussie Tyler Wright e ficou em terceiro. A grande campeã foi a francesa Johanne Defay que faturou os dólares e a taça. A próxima etapa da WSL rola na terra dos cangurus apartir do dia 25 próximo nas geladas águas de Torquay, a clássica Bells Beach.
Texto by Castro Pereira Fotos by WSL/ThiagoDiz/Poullenot
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