Publicado em

URGENTE SÃO PAULO LITORAL

O litoral da Santos Rio em São Paulo sofreu muito no final de semana passado e a situação de calamidade continua em São Sebastião. Foram muitas arvores caídas sobre as rodovias, cidades e bairros com muitos deslizamentos de terra, casas ficaram destruídas e muitas soterradas. Familias sem abrigos e sem alimentos e roupas, além de muitas terem perdidos entes queridos. A situação das chuvas foi extrema e em certas localidades chegou a chover no acumulado 682mm em Bertioga, 626mm em São Sebastião, 335mm em Ubatuba, 337mm em Ilhabela conforme o Cemadem, num período de 04 horas initerruptamente. Criando muito caos e até o Presidente Lula, foi até os locais ver ao vivo e sentir a situação. Algumas medidas estão sendo tomadas, pois a população está em algumas áreas sem comunicação e sem como poder sair. A chuva continua castigando alguns locais. Procuras por mortos ou vivos continuam e numero de mortos ultrapassam mais de 45 pessoas com mais de 40 desaparecidos e milhares desabrigados. Barra do Una, Juquehy, Boraceia, Cambury e Boiçucanga, muito atingidas assim como Ubatuba e outras mais.
Procure ajudar, na rede da Net tem diversas ONG e Institutos que aceitam donativos e roupas, alimentos e muita água.
Texto by Castro Pereira Fotos Divulgação

Publicado em

R.I.P. REI PELÉ

Nós aqui de um dos mais especiais sites de surf do sul, prestamos a nossa homenagem a esse atleta do século. Um dos maiores do mundo, que transcendeu a palavra fomento, porque foi incansável em mostrar a arte do futebol e do esporte nos quatro cantos do mundo. Ele nos deixou nesta quinta-feira dia 29 após uma luta contra um câncer. Edson Arantes do Nascimento, de Três Corações, Minas Gerais nos deixa órfãos da sua ilustre e alegre presença aos 82 anos, mas fica eternizado nos nossos corações. Como declarou o artista de Nova York, Andy Warhol nos anos 70; todos terão seus 15 minutos de fama, Pelé porem terá 15 séculos. R.I.P Rei Pelé. A comunidade Ondas do Sul envia condolências a sua família e amigos em todo o planeta.
Texto by Castro Pereira Fotos Reproduções

Publicado em

REGISTRO – UM ADEUS A ART BREWER

O sujeito mais icônico da foto oceânica o californiano, Art Brewer, que definiu a fotografia de surf em final dos 70, 80 e 90 faleceu mês passado, aos 71 anos de muita vida e olhares pelo obturador. Uma conta no Go Fund Me foi criada para ajudar a pagar as crescentes despesas médicas de Brewer, que lutava pela sua vida desde o verão passado após um transplante de figado. O cara do underground do surf mundial que fotografou figuras icônicas como Gerry Lopez, Aipa, Reno, Curren, Kelly e outros tantos perdeu a batalha. Porem isso não lhe tirou o maior mérito de ele ter criado um impacto gigantesto e monstro nas gerações de fotógrafos de surf que vieram depois dele e sustentam o esporte até os dias de hoje. Art fotografou muito para as revistas Surfer e Surfing e alguns magazines australianos, além de viajar pelo planeta descobrindo points e em trips com nomes icônicos do surf mundial. Conforme a Tracks aussie publicou; “Mais importante, ele foi fundamental para tornar o surf uma cultura à qual queríamos pertencer, mas não porque era seguro e homogêneo. A lente de Brewer gostava de atitude, individualismo e auto-expressão. Ele criou uma avenida para os surfistas definirem sua própria opinião sobre o ato de surfar, dentro e fora da água.” Obrigado pela sua contribuição e inspiração Brewer. R.I.P. Arthur Art Brewer
Texto by Castro Pereira Fotos Brewer/Insta/Wilkings

Publicado em

YVON PATAGONIA E O CLIMA

Uma jogada fantástica nesses tempos de sustentabilidade e preocupação ambiental, foi realizada pela marca da Califórnia Patagonia do alpinista, surfista, ambientalista Yvon Chouinard. A famila de Yvon se comprometeu a doar a companhia, em vez de vender o negócio ou abrir seu capital. Tudo em prol para combater a crise climática e proteger as florestas em todo o mundo.
Esse movimento muito raro vem num momento de cobrança em cima de bilionários e corporações, que falam muito em salvar o planeta e de concreto pouco é feito e produzido. A Cop27 no Egito está ai e segundo o presidente da Ucrânia Zelenski; temos que fazer ações concretas rapidamente.

A família abrir mão da fortuna, vai de encontro com a personalidade de Yvon que sempre dedicou sua vida a causas ambientais e cagou para regras do mundo de negócios. A Patagonia continua a operar como uma empresa privada em Ventura, Califórnia. Este ano a família transferiu 2% da Patagonia para uma entidade chamada Patagonia Purpose Trust. Esse fundo será supervisionado pelos membros da família e seus conselheiros. Os restantes 98% a família Chouinard doou para uma organização não-governamental Holdfast Colletive que recebera todos lucros e recursos para combater as mudanças climáticas. Segundo Yvon: “Voltar para uma vida mais simples baseada em viver por suficiência e não por excesso não é um passo atrás. Você aprende que como você chegou lá foi o importante. Não o que você conseguiu”. Yvon Chouinard nunca quis ser bilionário. Ele começou como alpinista, morando em seu carro na Califórnia. Chouinard transformou seu pequeno negócio iniciado em 1973 em uma empresa no valor de US$ 3 bilhões.
Então, agora ele entregou tudo a terra.
Alguns pilotos surfers do planeta como os hawaiianos Gerry Lopez, Ian Walsh e Kimi Werner continuam a representar a Patagonia no mundo. Um big salve a Yvon Chouinard e sua família!
Texto by Castro Pereira Fotos by Insta/Masurel

Publicado em

LUANA HAWAIIANA BRASUCA

A menina que anda arrebentando nas provas da WSL, mostrando seu valor adquirido nas bancadas do Hawaii e outros lugares inóspitos como as gélidas águas de Iceland, agora vai representar o Brasil no tour. Ela vai entrar a temporada de 023 pronta para confiscar troféus, pontos, dólares e também uma vaga aos jogos Olímpicos. Luana Silva, 18 anos, filha de família brasuca que vive no Hawaii deu o recado em suas redes sociais. E a terceira hawaiiana que realiza esse processo. Primeiro foi Tatiana Weston Webb, depois Summer Macedo e agora Luana. Segundo a atleta; “é uma honra representar o Brasil, nação onde meus pais e toda minha família tem origem. Agradeço também a Federação Brasileira de Surf e a todos surfistas brasileiros pelo apoio e por acreditarem-no meu potencial”. Bem-vinda Luana!
Texto by Castro Pereira Fotos by Heff/Sloane/A.Hughes/C.Burkard

Publicado em

FOCO RUMO HILO -HAWAII

O atual californiano Cyril Derreumax, nascido francês saiu de San Francisco em junho passado com seu veiculo oceânico, um kayak de alguns poucos pés e determinado a chegar ao Hawaii nessa solo remada, se aproxima de Hilo. Cyril é viajante do mundo e ávido aventureiro, com passagens por Espanha, Inglaterra, Itália, Argentina e até Brasil, o cara fala fluente cinco idiomas e está enfrentando no remo as 2.400 milhas náuticas do oceano Pacifico. O valente kayak de nome Valentine, por causa de sua irmã, vai com boa infra-estrutura dentro. Inclusive você pode bater papo com o remador, durante essa travessia confira no www.solokayakhawaii.com


Três anos atrás, em junho de 2016, ele e seus companheiros de equipe ficaram em primeiro lugar na Great Pacific Race, uma corrida de 2.400 milhas náuticas de remo oceânico de Monterey, Califórnia, a Oahu, Havaí. Nesta regata, Cyril foi o capitão do barco “Team Unindo Nações”, uma equipe de quatro homens de quatro nacionalidades diferentes: Thiago Silva do Brasil, Carlo Facchino dos EUA e Fiann Paul da Islândia. Uma expedição de pouco menos de 40 dias, ganhando ele e seus companheiros de equipe um recorde mundial do Guinness Book para a travessia mais rápida nessa distância.
Em 2021 essa mesma aventura de agora terminou numa noite cabulosa de junho em alto-mar quando, as condições climáticas de ventos fortes e oceânicas de ondas poderosas quebrando, fizeram Cyril abortar a missão e chamar a guarda-costeira. “Não há nada que possa prepará-lo melhor para lidar com ondas de 14 pés e 35 nós de vento em um caiaque de 23 pés, do que ter de passar por isso”, fala Derreumax.
Agora após alguns meses o solo remador se aproxima de Hilo, Hawaii e conta ainda com alimentação para 24 dias. Ele no dia 05 passado comemorou 46 anos e seu filho Simon, em terra na mesma data 14 anos. Força e saúde a Cyril é o que nós do “Ondas do sul” desejamos a esse perseverante aventureiro. God Bless!
Afinal, nada é diferente da experiência de vivenciar ao vivo e a cores os movimentos do oceano em sua infinita linguagem.
Texto by Castro Pereira Fotos by Teresa O’Brien/Tom Gomes

Publicado em

RIP PETER COLE

Peter Cole faleceu aos 91 anos em casa no sábado passado, dia 05 enquanto dormia e cercado pela família, segundo seu filho. A causa foi um problema cardíaco que tinha vindo a piorar nos últimos meses. Cole nasceu na mesma data de outubro de meu velho pai porem alguns anos mais a frente, 1930. Iniciou no surf aos 14 anos na Califórnia em Santa Monica, desbravando picos e revelando alguns para o mundo, depois migrou para Honolulu,HW em 1958. Por lá redefiniu o surf de ondas grandes na cultura hawaiiana. Foi professor de matemática de caras como: Jeff Hackman, Gerry Lopez e Barry Kanauiapuni e depois parceiro de surf em Pipe, Waimea e Sunset dos caras. Ele foi campeão no Makaha International, se destacando com um dos surfistas mais corajosos de sua geração. Cole ficou cego de um olho em 1972, depois de ter sido atingido pela sua prancha. Ainda assim, surfou até bem perto dos oitenta anos, e sempre resistindo à utilização do leash. Sujeito era waterman; na Califa foi nadador e jogava pólo aquático, isso o manteve no rip e buscava sua prancha na braçada. Galera se impressionava vendo ele em mares gigantes de Sunset. Sedimentou seu nome e approach no north shore e em 2011 entrou para o Hawaii Waterman Hall of Fame.

 

Sua partida causou muita comoção na comunidade do surf. As palavras não fazem justiça à vida, ao legado e ao amor do homem pelo oceano, mas seu amigo Gerry Lopez em declaração chega bem perto de sua lembrança:

“Peter Cole foi meu professor de álgebra no 9º ano. Ele já era um conhecido surfista e pioneiro de ondas grandes em 1962, além de ser um ótimo professor. Nossa aula era depois do intervalo do almoço e um dia, o Sr. Cole estava alguns minutos atrasado Ele veio correndo e foi direto ao assunto, escrevendo equações no quadro-negro, Seu cabelo estava molhado e meio bagunçado e do meu assento na primeira fila, notei areia na nuca.

“Enquanto a aula prosseguia, pude ver que ele devia estar de shorts molhados porque estava começando a encharcar as calças. Depois de explicar uma equação, ele perguntou se alguém tinha alguma dúvida. Levantei a mão e quando ele me chamou, Perguntei: ‘Como estão as ondas em Ala Moana hoje…?’ Esperando uma pergunta de matemática, ele ficou um pouco confuso, ‘O que…?’ Então ele sorriu aquele grande Peter Cole sorriu, riu e disse: ‘Vou te contar depois da aula..’

“Ao longo dos anos, nos tornamos amigos. No final dos anos 1960 e início dos anos 70, surfávamos juntos de manhã em Pipeline, muitas vezes só nós dois e às vezes John Peck se juntava a nós. Então, quando os ventos alísios sopravam , todos nós nos mudamos para Sunset, que era o lugar favorito de todos.

“Peter era um homem doce, gentil, atencioso, sempre generoso com seu tempo e aloha para amigos e estranhos. O pequeno mundo do surf em que ele cresceu, onde ele fez seus ossos, tornou-se um mundo enorme e uma indústria de bilhões de dólares. Mas isso o grande sorriso dele nunca esteve muito abaixo da superfície e não demorou muito para borbulhar. O surf perdeu outro de seus verdadeiros heróis lendários, mas a lenda vive através dos muitos corações que Peter Cole tocou em sua vida… e eu fui muito tocado!”  

Peter tinha especial preocupação também com a conservação dos oceanos, e foi presidente da Sunset Beach Community Association, além de ter fundado e presidido a divisão de Oahu da Surfrider Foundation. E assim foi para Peter Cole, que da sua longa vida deixa um enorme legado e várias memórias aos amigos que vivem ao longo da costa havaiana. RIP Peter!

Texto by Castro Pereira Fontes: Surf Heritage/Surf Total/ Fotos Insta/Pintura de Peter Jr.